Padre Pio e os Três Dias de Trevas

Refúgio do Lente

De uma tradução de uma cópia de uma carta particular escrita pelo Padre Pio, dirigida à Comissão de Heroldsbach, designada pelo Vaticano, que testemunha a verdade e a realidade dessas revelações sobre os Três Dias de Trevas, dadas pelo Nosso Senhor ao Padre Pio, um padre capuchinho marcado por estigmas.

28 de janeiro de 1950

Mantende bem cobertas as vossas janelas. Não olheis para fora. Acendei uma vela benta, que será suficiente para muitos dias. Rezai o rosário. Lede livros espirituais. Fazei atos de comunhão espiritual e também atos de amor, que são tão agradáveis para Nós. Orai com os braços estendidos, ou prostrados no chão, a fim de que muitas almas possam ser salvas. Não vades para fora de casa. Provede-se com comida suficiente. As forças da natureza deverão ser impelidas e uma chuva de fogo deverá fazer as pessoas tremerem de temor. Tende coragem! Eu estou no meio…

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Quer aprender a rezar com Teresa D’Ávila?

teresadavila

Conheça algumas dicas de oração que esta grande santa e doutora da Igreja nos deixou…

Primeiro, é necessário criar um clima de oração.

É preciso fazer silêncio e nos perguntar: O que devemos fazer para experimentar a alegria da vida em comunhão com o Senhor?

Tem que ficar bem claro para nós o que ficou marcado na espiritualidade Teresiana:

– Crer que Deus é uma pessoa que nos ama e nos procura. Deixar-se amar por Ele.

– Tomar uma decisão corajosa, dedicando todos os dias um “tempo” à oração e ser fiéis a este tempo, custe o que custar.

– Não se preocupar em pensar, refletir, mas em amar, sabendo que o Senhor gosta da nossa presença silenciosa.

– Dialogar muito com Deus, como fazemos com o maior de nossos amigos.

O método teresiano-carmelitano

Caminhar sozinho é difícil; a ajuda fraterna de alguém que conhece bem o caminho nos conforta, pois faz-nos gastar menos tempo e com menos cansaço chegaremos com mais segurança à meta.

Há vários métodos de oração, assim como há vários métodos para aprender a tocar violão, piano, pintura, dirigir carro, línguas… O importante não é o método, mas sua finalidade.

Os métodos de oração têm como objetivo levar o homem a dialogo com Deus. Os métodos são passageiros, pois uma vez que aprendemos, cada um torna-se método de si mesmo.

No início da vida tudo se aprende. Também os maiores autodidatas tiveram necessidade de olhar para algum modelo e seguir os seus passos.

Seja claro. Teresa d’Ávila não escreveu nenhum método de oração; ela simplesmente relatou com simplicidade e humildade a sua experiência de Deus, através do caminho da oração.

Os Carmelitas e as Carmelitas Descalças, logo depois da morte da “Madre Teresa”, debruçando sobre seus escritos, formularam um método de oração, que foi apresentado pela primeira vez em 1591, estando presente o guia iluminado de Santa Teresa, São João da Cruz.

Em que consiste o método teresiano? – Desde o início desta nossa caminhada temos repetido mais de uma vez que para Teresa, Deus é amor e a oração é amor, é deixar-se amar. Na oração teresiana a afetividade ocupa um lugar de destaque sobre a reflexão intelectual.

No Carmelo vai-se a Deus mias com o coração, com o amor, do que com o esforço da inteligência.

O Carmelita ama através da fé, sem se preocupar demasiadamente em entender ou investigar o que ama. O amor não quer explicações: simplesmente ama. O coração embriagado e seduzido é embalado por uma força misteriosa que o faz delirar e o leva a uma entrega total, incondicionada, ao ser amado.

O método carmelitano-teresiano está alicerçado sobre duas expressões características de Santa Teresa:

– “A oração é um íntimo relacionamento de amizade, um entreter-se à sós com aquele de quem temos a certeza que nos ama”. (V. 8,5)

– “Para progredir no caminho da oração e subir às mansões a que tendemos o essencial não está no muito pensar, mas em muito amar”. (4M. 1,7)

A oração teresiana em sete momentos:

1. Colocar-se na presença de Deus, arrepender-se dos próprios pecados (rezar, confessar, fazer um ato penitencial), pedir a Deus a luz do Espírito Santo para que nos seja concedida a graça de encontrar-nos com o Senhor.

2. Leitura de um bom texto. De preferencia da Sagrada Escritura, “Imitação de Cristo, ou um livro que nos tenha feito bem. evitar livros que não conhecemos e que vamos ler pela primeira vez.

3. Reflexão sobre o texto lido, confronto com a Palavra de Deus.

4. Colóquio afetivo. É o centro da oração. Um diálogo íntimo com Deus, abertura do coração, falar com Ele face-a-face. Amar e deixar-se amar por Deus.

5. Agradecimento pelos benefícios recebidos; descobrir em nós e nos outros as maravilhas operadas por Deus.

6. Oferecimento de si mesmo, propósito. Deus é o Senhor da nossa vida. A Ele devemos oferecer-nos e entregar-nos com docilidade como o barro nas mãos do oleiro. Quem ama compromete-se: O propósito é o nosso compromisso de fidelidade, a nossa resposta á fidelidade e aliança terna de Deus conosco.

7. Pedidos de ajuda ao Senhor. Conscientes da nossa fraqueza, pedimos força e coragem ao Espírito Santo para darmos testemunho da verdade. É o último agradecimento quando já estamos prontos de novo para a luta pelo Reino de Deus.

O método carmelitano é um caminho calmo, sereno. Até no silêncio Deus fala ao homem que o procura.

“Vocês pensam que Deus não fala porque não se ouve a sua voz? Quando é o coração que reza ele responde.” (C. 24,5).

Texto retirado do livro: Deixe-se Amar, Experiência de Deus com Teresa D’Ávila. Frei Patrício Sciadini, O.C.D.

São Francisco de Assis, o santo que desposou a pobreza

São Francisco de Assis, o mais santo dos italianos, renunciou toda a riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”.

Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo. “Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”.

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho.

Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida. Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224.

Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

http://santo.cancaonova.com/

Quando orar…

Quando orar, se esforce para manter sua mente e sua atenção no coração, e em nenhum outro lugar! A mente, depois de orar, sai do coração, perdendo a Lembrança de Deus para todo o resto ao seu redor; ou seja, se perde e definha, mostrando a sua fraca capacidade de se concentrar em si mesma e sua indiferença subconsciente ante a oração. A alma não aprecia, no fundo, o valor da oração e não a sente como uma necessidade, mas como uma obrigação. Por isso, se apressa em escapar o mais rápido possível desta obrigação, orando com pressa. Mas você, ore, portanto, com amor a Deus, e coloque toda a sua atenção sobre o significado de cada palavra. A Oração de Jesus e outras orações curtas geram sentimentos divinos no coração, chamando a sua atenção, de forma que permaneça na Lembrança de Deus.

Fora do coração

“A maioria de nós vive fora do coração e nossa mente permanece em um constante estado de confusão. Alguns bons pensamentos podem vir à tona de vez em quando, mas a maioria será prejudicial, e esta condição destrutiva irá prevalecer durante o tempo que continuarmos a ignorar nosso coração… As orações de uma mente fragmentada não têm nem clareza nem profundidade, mas uma mente reunida com o coração transborda de oração humilde e tem tal força que chega aos ouvidos do Senhor de Sabaoth.”

— Arquimandrita Zacharias de Essex

Ler

Ler sem pressa e sem obrigação, ler como quem passeia, um tanto ao acaso, na companhia de ideias e devaneios, antepassados ilustres e bons amigos. Não custa caro, não polui, não alastra a peste. A palavra impressa silencia a balbúrdia e o atropelo febril da metrópole. Ela faz de cada um de nós indistintamente, sem diferença de raça, idade, classe ou credo, o herdeiro legítimo do maior patrimônio jamais construído pelo trabalho e pelo talento de todas as gerações passadas. A felicidade não se aprende nos livros, mas pode brotar deles. O texto semeia, a leitura insemina. Leia livros.

Eduardo Giannetti

Importância do perdão

“Quem perdoa se liberta, se alivia, fica tranquilo e encontra a paz. Quem recusa a perdoar vive angustiado, rancoroso, intranquilo e se torna escravo do próprio instinto. O rancor e o ódio fazem mal à alma e também à saúde do corpo. Perdoar não é apenas preceito religioso, mandamento de Deus, mas é também receita de boa saúde e tranquilizante do sistema nervoso”.

(Frei Anselmo Fracasso, OFM)