Quer aprender a rezar com Teresa D’Ávila?

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Conheça algumas dicas de oração que esta grande santa e doutora da Igreja nos deixou…

Primeiro, é necessário criar um clima de oração.

É preciso fazer silêncio e nos perguntar: O que devemos fazer para experimentar a alegria da vida em comunhão com o Senhor?

Tem que ficar bem claro para nós o que ficou marcado na espiritualidade Teresiana:

– Crer que Deus é uma pessoa que nos ama e nos procura. Deixar-se amar por Ele.

– Tomar uma decisão corajosa, dedicando todos os dias um “tempo” à oração e ser fiéis a este tempo, custe o que custar.

– Não se preocupar em pensar, refletir, mas em amar, sabendo que o Senhor gosta da nossa presença silenciosa.

– Dialogar muito com Deus, como fazemos com o maior de nossos amigos.

O método teresiano-carmelitano

Caminhar sozinho é difícil; a ajuda fraterna de alguém que conhece bem o caminho nos conforta, pois faz-nos gastar menos tempo e com menos cansaço chegaremos com mais segurança à meta.

Há vários métodos de oração, assim como há vários métodos para aprender a tocar violão, piano, pintura, dirigir carro, línguas… O importante não é o método, mas sua finalidade.

Os métodos de oração têm como objetivo levar o homem a dialogo com Deus. Os métodos são passageiros, pois uma vez que aprendemos, cada um torna-se método de si mesmo.

No início da vida tudo se aprende. Também os maiores autodidatas tiveram necessidade de olhar para algum modelo e seguir os seus passos.

Seja claro. Teresa d’Ávila não escreveu nenhum método de oração; ela simplesmente relatou com simplicidade e humildade a sua experiência de Deus, através do caminho da oração.

Os Carmelitas e as Carmelitas Descalças, logo depois da morte da “Madre Teresa”, debruçando sobre seus escritos, formularam um método de oração, que foi apresentado pela primeira vez em 1591, estando presente o guia iluminado de Santa Teresa, São João da Cruz.

Em que consiste o método teresiano? – Desde o início desta nossa caminhada temos repetido mais de uma vez que para Teresa, Deus é amor e a oração é amor, é deixar-se amar. Na oração teresiana a afetividade ocupa um lugar de destaque sobre a reflexão intelectual.

No Carmelo vai-se a Deus mias com o coração, com o amor, do que com o esforço da inteligência.

O Carmelita ama através da fé, sem se preocupar demasiadamente em entender ou investigar o que ama. O amor não quer explicações: simplesmente ama. O coração embriagado e seduzido é embalado por uma força misteriosa que o faz delirar e o leva a uma entrega total, incondicionada, ao ser amado.

O método carmelitano-teresiano está alicerçado sobre duas expressões características de Santa Teresa:

– “A oração é um íntimo relacionamento de amizade, um entreter-se à sós com aquele de quem temos a certeza que nos ama”. (V. 8,5)

– “Para progredir no caminho da oração e subir às mansões a que tendemos o essencial não está no muito pensar, mas em muito amar”. (4M. 1,7)

A oração teresiana em sete momentos:

1. Colocar-se na presença de Deus, arrepender-se dos próprios pecados (rezar, confessar, fazer um ato penitencial), pedir a Deus a luz do Espírito Santo para que nos seja concedida a graça de encontrar-nos com o Senhor.

2. Leitura de um bom texto. De preferencia da Sagrada Escritura, “Imitação de Cristo, ou um livro que nos tenha feito bem. evitar livros que não conhecemos e que vamos ler pela primeira vez.

3. Reflexão sobre o texto lido, confronto com a Palavra de Deus.

4. Colóquio afetivo. É o centro da oração. Um diálogo íntimo com Deus, abertura do coração, falar com Ele face-a-face. Amar e deixar-se amar por Deus.

5. Agradecimento pelos benefícios recebidos; descobrir em nós e nos outros as maravilhas operadas por Deus.

6. Oferecimento de si mesmo, propósito. Deus é o Senhor da nossa vida. A Ele devemos oferecer-nos e entregar-nos com docilidade como o barro nas mãos do oleiro. Quem ama compromete-se: O propósito é o nosso compromisso de fidelidade, a nossa resposta á fidelidade e aliança terna de Deus conosco.

7. Pedidos de ajuda ao Senhor. Conscientes da nossa fraqueza, pedimos força e coragem ao Espírito Santo para darmos testemunho da verdade. É o último agradecimento quando já estamos prontos de novo para a luta pelo Reino de Deus.

O método carmelitano é um caminho calmo, sereno. Até no silêncio Deus fala ao homem que o procura.

“Vocês pensam que Deus não fala porque não se ouve a sua voz? Quando é o coração que reza ele responde.” (C. 24,5).

Texto retirado do livro: Deixe-se Amar, Experiência de Deus com Teresa D’Ávila. Frei Patrício Sciadini, O.C.D.

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